Economista Aurélio Troncoso avalia consequências da greve dos caminhoneiros no Roda de Entrevista da nova TBC

Desabastecimento e aumento de preços de alimentos, remédios, gás e redução da oferta de serviços, uma realidade que vai demorar para se normalizar. Essas são as consequências mais imediatas da paralisação dos caminhoneiros para a população, alertou o economia Aurélio Troncoso, durante o programa Roda de Entrevista, da nova TBC. Ele afirmou que a situação pode piorar ainda mais nos próximos dias e que, mesmo se o movimento terminar, serão necessárias mais de duas semanas para regularização do abastecimento de produtos e mais de dois meses para que tudo volte ao normal.

Aurélio Troncoso previu também que os governos, em todos os níveis (Federal, Estadual e Municipal) vão enfrentar queda acentuada na arrecadação e precisam se prevenir para enfrentar o problema e continuar prestando os serviços que a população reclama, Segundo ele, Goiás já vive problemas seríssimos, porque 11 mil indústrias, principalmente do segmento do agronegócio, estão com as atividades suspensas. Além disso, os setores de comércio e prestação de serviços também sofrem grande baque, o que compromete a arrecadação do setor público.

O economista disse que o Governo centralizou muito a arrecadação de impostos no setor energético, com a finalidade de recuperar a Petrobras. Isso vem acontecendo. Porém, tudo isso gerou uma conta muito alta para o cidadão pagar. Sobre a dependência do País quase que exclusivamente do transporte rodoviário, Aurélio disse que é um equívoco e falta de planejamento governamental, que deveria ter feito também investimentos em hidrovias e ferrovias. Mudar esse modelo exige planejamento sério e um prazo de 20 a 30 anos para se concretizar os projetos.

Quanto à paralisação dos caminhoneiros, o economista observou que eles têm de compreender que chega a hora de suspender o movimento. Segundo ele, no primeiro momento toda a população apoiou e contribuiu para que as reivindicações legítimas deles fossem atendidas, o que ocorreu em grande parte. Mas a partir do momento que começa a faltar itens básicos na mesa das pessoas, remédios, gás e assim por diante, a população retira seu apoio. Troncoso enfatizou também que a greve, que começou como ação reivindicatória, ganha agora contornos políticos e se distancia do foco inicial.

Ao longo do programa, durante quase duas horas, o economista traduziu para os telespectadores da TBC e ouvintes das rádios RBC AM e FM questões complexas da economia. E faz um alerta: quanto mais a população corre para comprar produtos com a finalidade de estocar, mais crítica a situação se torna, porque mais pessoas vão ficar sem esses produtos. Essa corrida reflete imediatamente no aumento de preços, o que é danoso para todos. O programa foi conduzido pelo jornalista Enzo de Lisita, com participação também dos jornalistas Sidney Pimentel e Lúcia Monteiro.

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